Arquivo | agosto, 2010

Tiro ao Álvaro – Adoniran Barbosa

29 ago

 

De tanto levar
"frexada" do teu olhar
meu peito até
parece sabe o que?
"talbua" de tiro ao "álvaro"
não tem mais onde furar

teu olhar mata mais
do que bala de carabina
que veneno estriquinina
que pexeira de baiano

Teu olhar mata mais
Que atropelamento
De automóvel
mata mais
Que bala de revorver.

De tanto levar
"frexada" do teu olhar
meu peito até
parece sabe o que?
"talbua" de tiro ao "álvaro"
não tem mais onde furar

teu olhar mata mais
do que bala de carabina
que veneno estriquinina
que pexeira de baiano

Teu olhar mata mais
Que atropelamento
De automóvel mata mais
Que bala de revorver.

CONCURSO DO VALE & TV ORKUT

28 ago
Estão chegando poemas para o Concurso do Vale de Poemas sombrios. Um mais bonito que o outro!
O ganhador será entrevistado num programa da Leni Martins na TV Orkut. Teremos também muitos prêmios para os três primeiros lugares e também um sorteio de um brinde especial entre todos os participantes.
Envie seu poema para memortesp@gmail.com ou aninhalopes0000@gmail.com e boa sorte!
Começarei a postá-los na comunidade dia 01 de setembro.
Participe!!!

Livros e Revistas que participei

26 ago

Culpa

22 ago
Cheguei cansada.
Colhi as flores
Murchas, coitadas,
Descoloridas, empoeiradas,
Pareciam mortas…
Reguei as flores,
Como sangue em carne viva,
Dilaceradas, de pétalas escorridas
No ralo da pia.
Não ressucitaram.
Agora vão me culpar por todas as queimadas da vida.
 
 
 
POEMA QUE FARÁ PARTE DA AGENDA 2011 "DIÁRIO DO ESCRITOR" NO RIO DE JANEIRO, PELA EDITORA LITTERIS.
 
Mariângela Padilha

††† CONCURSO DE POEMAS GÓTICOS DO VALE DAS SOMBRAS †††

21 ago

††† CONCURSO DE POEMAS GÓTICOS DO VALE DAS SOMBRAS &

TV ORKUT/SÃO PAULO

 

†††DATA DE INICIO DE POSTAGEM: 01 DE SETEMBRO DE 2010… †††
†††DATA DE ENCERRAMENTO: 15 DE SETEMBRO DE 2010… †††
†††DATA DE INICIO DE VOTAÇÃO: 16 DE SETEMBRO DE 2010… †††
†††DATA DE ENCERRAMENTO DE VOTAÇÃO: 23 DE SETEMBRO DE 2010… †††
†††DATA DE APURAÇÃO E ENTREGA DE PREMIOS:27 DE SETEMBRO DE 2010. †††
 
Confira aqui
 
 

Uma dúzia de rosas vermelhas, querida…

19 ago
 
Numa lápide do cemitério,
Deixaram envoltas em fitas,
Uma dúzia de rosas vermelhas.
A foto era amarela e antiga,
Inscrição apagada, descolorida.
Provavelmente uma namorada,
Um amor que se foi…

Eu nunca ganhei rosas vermelhas.
Como invejei aquela morta,
Que mesmo estando deteriorando,
Se fazia desejada, amada, lembrada
E eu aqui mofando… Em vida!
Uma alma fúnebre que respira
E nunca ganhou rosas…

Peguei as fitas e joguei,
Uma a uma, no túmulo ao lado.
Cada botão de rosa que eu tocava
Morria, murchava condenado
A ser um morto – vivo despeitado,
Como meu coração ali se mostrava,
Um mero órgão desapaixonado…

E a foto da inscrição apagada,
Verteu duas lágrimas caladas,
Longe da percepção humanamente sentida
Chorou por ter em morte gesto tão pleno de vida
__Uma dúzia de rosas vermelhas querida!
E nem percebeu que haviam lhe roubado,
Nem as flores, nem as fitas…

Disso aprendi que o que vale
Não são as rosas que por ventura receba,
Mas o amor que por certo distribua,
Que faça, mesmo em morte, ser lembrada,
Mesmo depois de deteriorada,
Continuar a ser desejada e querida.
Isso é só para os que foram plenos em vida!

 
 
Mariângela Padilha

O Amor

18 ago
Ah! O amor…
O amor em si é lindo! O que adoece é o coração de quem está amando.
O aspecto físico apaixona!O intelecto mais ainda! Sedução, admiração, paixão… São tantos os "aos" que nos fazem suspirar. Os mesmos "aos" que nos trazem o instinto de matar. Matamos por ciúmes, às vezes em pensamento, noutras literalmente. Matamos nosso discernimento, não enxergamos os defeitos e mesmo se olhar direito, o feio nos será "belo”. Uma vontade de acordar junto, dormir junto, viver… Sem medo da rotina, maldita! Ah… A mesma rotina que dita a morte de tantos amores! O jeito, o olhar, a beleza, a sedução… Os mesmos motivos que nos fizeram amar agora nos fazem perder a noção. Queremos mudar mexer, melhorar aqui e ali, sem perceber que vamos transformar a pessoa em tudo, menos na que nos apaixonamos. O companheiro não pode ter amigos, não pode ter admiração, não pode sonhar se o sonho não for peneirado. Se o sonho não for ao lado de seu "dono e senhor”.
Ah. Esse amor amaldiçoado!Tantas regras para morrer! Por sorte morre lentamente, nem se percebe… A agonia nunca é breve! Por sorte, pois, é tão triste ver um amor de perder!
E mesmo quando não estamos amando, vivemos procurando. Como diria minha avó: "Sarna pra se coçar”. Já eu digo: "Um Amor para se matar" ou "Um homicídio para se viver"!
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Mariângela Padilha